04/07/2016 às 20:29

Início de Ano com Menos Empregos Nos Setores de Comércio Serviços no Es

Foram gerados mais de duas mil demissões só no mês de janeiro, resultado que refletiu na queda de empregos em todo o Estado

O ano iniciou com menos vagas de empregos nos setores que mais movimentam a economia do Espírito Santo: comércio e serviços, seguindo uma expectativa nada positiva dos empresários da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), como revelam os números do Cadastro geral de Empregos e Desempregos (Caged) do Ministério do Emprego e Trabalho (MTE). Em janeiro, houve uma redução de 2.933 postos de trabalho, 0,39% a menos em relação ao número de carteira assinada no mês anterior. O fraco desempenho na geração de emprego foi puxado, principalmente, pelos setores de comércio, que cortou 1.437 postos de trabalho, e serviços 1.100 postos.

O momento de instabilidade econômica contribui para os números nada positivos, de acordo com o presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri. “O Brasil encontra-se em uma recessão profunda, com níveis de inflação nunca vistos, juros exorbitantes, e tantos outros prejuízos, frutos de uma economia insustentável. Como está hoje, não dá para empreender, o que acaba refletindo no aumento do desemprego. É lamentável”, revela.

Os municípios que tiveram demissões são Serra (-1.192), Vitória (-683), São Gabriel da Palha (-271), Cariacica (-156), Guarapari (-151), Domingos Martins (-116), Vila Velha (-98) e Viana (-95). Alguns municípios registraram contratações, tais como, Colatina (122), Santa Maria de Jetibá (23) e Barra de São Francisco (6), insuficientes, no entanto, para reverter o decréscimo estadual.

O presidente do Sindicato do Comércio Atacadista de Gêneros Alimentícios do Espírito Santo, Waldês Calvi, acredita que o aumento do número se deve à confluência dos fatores “sazonalidade” e “crise”. “Este é o reflexo do que acontece todo ano. Existe uma sazonalidade própria deste início de ano, em função dos empregos temporários criados em novembro e dezembro, que chegam ao fim em janeiro, fazendo com que o empresário enxugue a sua folha salarial. Então já é um mês historicamente negativo para o emprego por conta disso. Acontece que o período está aliado à crise econômica, que fez com que os cortes fossem aumentados substancialmente na frieza dos números. Mas a previsão é que em fevereiro o número de postos de trabalhos perdidos já não seja tão alto”, diz.