04/07/2016 às 20:29

Alimentos lideram alta dos preços na Grande Vitória

O IPCA, índice que mede a inflação oficial, mostra que os preços dos itens de primeira necessidade foram fortemente influenciados

Ilustração: Freepik

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou no mês de abril, na Grande Vitória, variação de 0,62%, ficando acima da taxa de 0,16% de março em 0,46 ponto percentual (p.p.). Superou, também, o índice brasileiro, que foi de 0,61%. Considerando os quatro primeiros meses do ano, o índice acumula crescimento de 2,22% no ano. Já nos últimos doze meses, a taxa apresentou um acumulado de 7,64%. Em abril de 2015 o IPCA situou-se em 0,54%.

Na Grande Vitória, em relação à variação percentual no mês de abril, em relação ao mês anterior, os grupos com maiores altas foram Saúde e Cuidados Pessoais (2,08%) e Comunicação (1,9%). No acumulado dos quatro primeiros meses do ano os grupos as maiores altas foram dos grupos de Alimentação e bebidas (6,69%), Educação (6,55%) e Saúde e Cuidados Pessoais (4,0%).

José Lino Sepulcri, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), vê nos números do IPCA a justificativa para o recuo na intenção de consumo das famílias. Os aumentos que impactavam mais os bens duráveis, agora atingem itens de primeira necessidade.

“Não é fácil ter de poupar na hora de comprar o alimento, mas é o que o cidadão médio está fazendo para conseguir equilibrar suas contas. O índice que mede a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) divulgado pela Federação em abril mostra que este foi o maior recuo em 12 meses e agora sabemos o porquê”, diz.

Dentro do grupo de Saúde e Cuidados pessoais, os produtos farmacêuticos e óticos puxaram o índice para cima, com variação de 4,77%, o que pode ser reflexo, em parte, do reajuste dos medicamentos a partir de abril em todo o Brasil. Já em comunicação, o telefone celular foi o item com maior alta (5,12%).

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos (Sincofaes), Julio Cezar Campagnaro, explica que os preços dos medicamentos só podem ser alterados por um decreto do Governo, após resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), órgão do governo formado por representantes de vários ministérios. “Na medida em que outros produtos aumentam, é natural que haja um reajuste nos preços dos medicamentos também, como acontece todos os anos.